28 anos. A competir com o New York Times

28 anos. A competir com o New York Times

Não é para todos! Começou em 2015 e em 2018 já faturava 3 milhões por ano...

Luís Diogo

9 min leitura

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26 de jan. de 2024

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Notícias

O Reid Hoffman ligou.
“Hey, estas a gerar sobrecarga nos servidores…”
Não fui eu.
Foi a rúcula.
Ela é que é desagradável.
Reid, o fundador do LinkedIn.

Mas pior que ele, foi o meu amigo.
Um amigo que julgava de longa data.
“ O que é a rúcula desagradável?”
Hum. Julgava-te curioso.
Interessado em evoluir.
Dá para ver que não segue esta newsletter.

Foi uma boa semana.
Obrigado pelo vosso esforço.
O áudio vai chegar.
Vou enviar para o LinkedIn.
Apenas para os atentos, os que participaram.

Hoje é sobre o Alex.
Alex Lieberman.
Fundador e antigo CEO da MorningBrew.
Tem 28 anos.
E vendeu a newsletter por 75 milhões.
Isso mesmo.
Tinha uma newsletter, já não tem.

Se fores como eu, tens duas coisas na cabeça.
Como uma newsletter vale tanto dinheiro.
E como alguém com 28 anos cria tanto valor.
Mas ele é bem normal.

Depois do falecimento precoce do pai,
Entendeu que tinha que fazer diferente.
Entendeu a importância do tempo.
E decidiu (bem) que a forma mais inteligente de gerar riqueza é a criar valor.
Criar um negócio.
Deixou o status e a Morgan Stanley.
Fez all-in no projeto do Morning Brew.

Esse receio de arrependimento foi canalizado.
Começou em 2015.
Em 2018, já faturava 3 milhões por ano.
Em 2019, 13 milhões.
E bateu os 20 no ano seguinte.
A enviar emails.

Tal como eu.
E como tu.
Ele acreditava que o negócio era escrever newsletters.
Vou-te mostrar que é ligeiramente diferente.


PASSA O TEU DIA A VENDER.

Começou simples.
Dois amigos na faculdade.
Uma ideia.
E começaram a sair os primeiros emails.

Movidos pelo espírito empreendedor.
Traço que foram buscar aos país.
Rapidamente entenderam um princípio lógico.
Vamos enviar os emails para quem?

Precisamos de pessoas.
Precisamos de vender a nossa ideia.
Convencer dezenas de pessoas a subscrever.
E só porque é gratuito, não significa que seja fácil.

Tentaram de tudo.
E a primeira vitória foi correr cliente porta a porta.
“Não estou interessado em comprar nada”
“Não é comprar. É subscrever. É grátis.”
E resultou.
Foi assim que correram faculdades à procura de subscritores.
Um a um.

Do things that don’t scale”. O Paul Graham bem avisou.

Vender por a porta ajudou a ter subscritores.
Mas e pagar contas?
Precisamos de patrocinadores.
Alguém que esteja disposto a pagar para aparecer.
Muitos estão!
É um modelo altamente rentável.
Mas é preciso vender a ideia.

Começaram a apresentar propostas.
Desenvolver um script.
Gravar chamadas.
Otimizar de call em call.
Aprender a desconstruir objeções.
Um a um.
Como qualquer processo comercial.

E quando temos subscritores e patrocinadores,
Temos negócio.
Mas precisamos de volume.
Sem perder qualidade.
Se vendemos não podemos escrever.
Precisamos de pessoas.
Precisamos de talento.
Logo, vamos ter que vender.
Vamos ter que vender a ideia deste projeto.

Contar histórias.
Desenvolver técnicas de venda.
Persuasão.
São hábitos essenciais.
Vender todo o dia.
Todos os dias.

Essa foi a base do negócio.
Uma capacidade que o Alex desenvolveu.
Mas não chega.
Nem para uma newsletter.
Nem para um negócio.
É preciso saber executar.


ENTENDE COMO COMPETIR COM O NEW YORK TIMES.

O Morning Brew não é uma newsletter.
É uma empresa media.
Disputa por atenção.
A atenção específica de líderes.
É uma newsletter de negócios.

É um setor valioso.
Disputado e complexo.
No segmento, eles disputam atenção com o NYT.
Com o Wall Street Journal.
E todos os grandes jornais nos USA.

Tu não disputas de frente com negócios seculares.
Tens que encontrar uma frecha.
Um espaço que eles não consigam replicar.
Ele viu o que eu vi.
Ele em 2018.
Eu em 2021.

Os media estão a mudar.
As marcas com grandes crescimentos são pessoas.
Que priorizam a humanização e personalidade.
Os media tradicionais priorizam a marca.
A instituição.
A Morning Brew decidiu ficar no meio.

Aquilo que o Alex viu foi a oportunidade de trazer a narrativa, a humanização a um setor clássico e formal.
Tudo isto com qualidade.
A primeira contratação reflete isso.
Um tipo engraçado com experiência em negócios.

Em cheio.
Acertaram com força numa nova geração de criadores.
Uma nova geração de empreendedores.
Daqueles que não usam fato e gravata.
Que não começam os emails com “caro”.
Ou acabam com “Os melhores cumprimentos”.

Clareza.
Sabem para quem estão a falar.
Clareza que esse movimento existe.
Que o entendem.
E que é uma oportunidade.

Segundo Alex,
Começando outra vez selecionava uma área complexa.
Se possível, enfadonha.
Com pouca concorrência.
E trazia um tom diferente.

Esse foi o segredo.
Mas não chega.
Não se vende uma empresa por 75 milhões sem a consciência de onde está o dinheiro.


POTENCIA O VALOR DOS TEUS ATIVOS.

É certo.
Quando começou o processo de venda já faturava mais de 20 milhões.
Mas, 20 milhões de faturação não é lucro.
E mesmo com cálculos otimistas,
É uma valorização muito grande.

Onde está o dinheiro?
O que é desleal neste negócio?

Um público fiel.
Que confia.
Revê valor e acompanha.
Um alto número de subscritores qualificados.
Mais de 4 milhões de pessoas.
Agrupados numa única lista.
Que abre os emails.
Quem abre quer saber.
É um reflexo direto da qualidade.

Isto tem valor.
Esta capacidade de dominar atenção justifica tanto dinheiro.
Mas eu vejo outra coisa.
Algo maior.
Algo que para quem comprou, é impossível de construir.

Quem comprou foi um grupo media na Alemanha.
E eles compraram para ter acesso à próxima geração de liderança.
Aos empresários emergentes que estão a criar riqueza.
Com ganhos e receitas acima da média.
Que decidem.
Que investem.
Que contribuem para a economia fluir.
Para quem vende publicidade, isso é ouro.

E ele vendeu.
Deixou o seu bebê seguir caminho.
Ligou para banco.
Confirmou a transferência.
E não sentiu nada.
Não teve resposta emocional.
Não ficou feliz.
Nada.
Anos de luta.
Vazio. Nada.

Eu avisei que ele era normal.
Andamos todos atrás do mesmo.
E ele não encontrou a felicidade na venda.
Muito pelo contrário.
Depois do negócio, sentiu um decréscimo na felicidade.
Ansiedade.
Falta de motivação.
Originada por uma enorme falta de identidade.

Tudo o que ele construiu foi com o projeto.
Aquela intensidade representou apenas 75 milhões.
(Este apenas é ridículo.)

Eu falo por mim.
Quando bato fundo.
Tenho os melhores momentos de reflexão.
Sei que nem todos.
Foi o caso dele.
Depois de alguns erros, encontrou uma resposta.


ASSUME A MARCA DO TEU NEGÓCIO.

Não foi tudo com o negócio.
Ele continuou a saber operacionalizar de forma eficiente.
Continuou com uma boa lista de contactos.
E sobretudo ficou com a autoridade.
A autoridade de alguém que sabe o que está a fazer.

Foi essa a conclusão dele.
Hoje, a marca sou eu.
Eu tenho autoridade.
Tenho confiança.
Tenho distribuição.
E tenho acesso, com um clique, a empresários altamente disponíveis para me ouvir.

Quando tens distribuição não podes ignorar.
Como criar ativos?
Com fluxo de caixa positivo?
Bastante margem?
Negócios controláveis?
Que eu possa usar a minha audiência?

E assim nasce mais uma Holding Pessoal.
O crescimento deste fenómeno está relacionado com a alteração da atenção.
Com o aumento das marcas pessoais.
Além disso, é uma resposta a um estilo de vida.
Uma resposta contrária à procura dos biliões.
Das grandes oportunidades com poucas hipóteses de sucesso.

Marcas pessoais não é sobre blogueiros.
Viagens.
Roupa.
É sobre confiança.
E muitos empresários já entenderam isso.


ACEITA QUE JÁ É NEGÓCIO.

Queres a prova?
A primeira sou eu.
Não vendo cremes.
Claramente não sou patrocinado pela L’Oréal ou Prozis.
Mas dou-me ao investimento de construir confiança.
Após anos sem redes sociais.
Porque é que eu escrevo todos os dias?

Segundo, o Alex.
Que já tomou a sua primeira decisão estratégica.
Um serviço (que estranho, kakakak).
Um serviço para executivos.
CEOs.
Empresários.
O StoryArb.

No dia estes decidirem entrar vão procurar ajuda.
Isso dá origem a uma dor.
A reação vai ser procurar ajuda.
Ele.
Uma agência de Ghost Writting para executivos B2B.
Um hino ao programa que desenvolvi.

O objetivo é um negócio de 10 milhões.
110 clientes.
Entre 30% a 35% de margem.
Alta recorrência.
Bons clientes.
Ligou a máquina.
Ativou a sua distribuição.
Fatura mais de 2 milhões.
Está com lista de espera.
E o projeto tem 3 meses.


PORQUE É QUE NÃO É PARA TODOS.

Porque para criar a newsletter ele abdicou de existir.
Não preservou o seu auto cuidado.
Deixou chegar até ao limite.
E, no caso dele, aguentou.
Mas não é para todos.
O preço existe.

Porque ele é bom.
Inteligente.
Sabe tomar decisões difíceis.
Sabe ver o lado positivo.
Mas sabe que o foco está em desconstruir o negativo.
Sabe resolver.
Sabe priorizar apenas o que é importante.
(Desta vez, um hino à newsletter. )

Porque durante 8 anos só fez uma coisa.
Um único objetivo.
Fazer mais e melhor uma coisa.
Escrever emails do C*******.


CONCLUSÃO

Tu já me vais conhecendo.
É simples de entender porque me deixei levar por esta pesquisa.
Uma história normal.
Bem executada.
Uma história real.

É por isso que acredito na importância de discutirmos a realidade das coisas.
Desmascarar o romanticismo de empreender.
Entender que is não é uma newsletter.
Ninguém é parvo para pagar 75 milhões por nada.
E ninguém nasce com a sorte de receber um cheque destes.
Precisamos de empreender com mais lógica.

Os melhores cumprimentos, Luis Diogo 🫡

Ps. Esta newsletter deu 4 folhas. Peço desculpa, mas fui levado pelo entusiasmo. Pela minha nova forma de escrever. Mais novidades sobre isto na terça.

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