A forma mais rápida de arruinar um negócio

A forma mais rápida de arruinar um negócio

A forma mais rápida de arruinar um negócio. Os erros que aprendi... Na dureza.!

Luís Diogo

6 min leitura

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9 de fev. de 2024

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Negócio

Paguei milhares de euros.
Não literalmente.
No entanto, se fosse a mensurar o custo de oportunidade,
São milhares de euros.

Tudo porque li e não aprendi.
Li este artigo, Do things that don’t scale.
Mas não dei a importância que devia.
São 7 anos com a informação à minha disposição.

O Paul Graham tinha 49 anos quando escreveu.
Meio século de conhecimento.
Eu tinha 27 quando li.
Dei espaço à minha ignorância.
Absorver um artigo destes tem um custo.
Hoje sei que esse custo era uma pechincha.
Estava disponível.
É gratuito.
4358 palavras que me podiam ter poupado algum sofrimento.

Na última newsletter falei deste artigo.
E o meu receio é que tenhas cometido o mesmo erro que eu.
Que o tenhas subestimado.

Decidi escrever sobre ele.
Os erros que aprendi.
Na dureza.
Erros bem descritos nas palavras do Paul Graham.
Vou partilhar a forma mais rápida de arruinar um negócio.

Não fazer porque não escala.

Escondido atrás de cada negócio existe um sonho.
Um imaginário.
Uma imagem que todos projetamos.
Sonhos grandes.
Automatizados.
Modelos a funcionar sem defeitos.
Esse é o objetivo.
A razão quando começamos um negócio.

E tudo certo.
Esse romanticismo ajuda.
Dá-nos energia para construir.
Para inovar.
Para imaginar alternativas.
Mas traz um desafio.
Não é assim que funciona.

Raramente vejo empreendedores a aceitar soluções pequenas.
Que não escalam.
Com a justificação que depois não escalam.
Só que esse é um problema de futuro.
Não de presente.
E no futuro, se acontecer, é um bom problema. 

Sempre que penso que não escala.
Devolvo a pergunta,
Tenho alguma coisa a perder?
Nunca tive.
É por isso que, hoje, faço o que não escala.

Temos todos que o fazer.
O Stripe é o Stripe.
Difícil imaginar a “internet” sem Stripe.
E os irmãos Collison, (fundadores do Stripe)
No início da sua jornada instalavam, manualmente, todas as contas. 
Queres testar o stripe?
Pode ser.
Então passa para cá o computador que eu instalo.
“Collison Installation”.

Primeiro fazes manual.
Depois automatizas.
Não interessa se escala ou não.
A única coisa que interessa é se funciona.
Se resolve o problema.
Se o cliente valoriza.
Se existem mais clientes.

Quem me dera ter feito mais vezes coisas que não escalam!
Tanta energia a automatizar o que ninguém quer.


Acreditar que o sucesso é binário.

Funciona ou não funciona?
Erro.
Primeiro, o sucesso raramente aparece a curto prazo.
Segundo, é muito mais uma questão de como funciona do que se funciona.

Acreditar que é uma questão de ‘sim ou não’ acentua a falta de paciência.
Coloca-nos na expectativa de quando chega a sorte.
Ou se já devia ter chegado.

É um comportamento errado.
Educa-nos a subestimar o efeito exponencial dos resultados.
Todos começamos pequenos.
Todos precisamos do tempo.
De correções.
Otimização.
E pequenos incrementos.

Os números no início parecem pequenos e é mesmo assim.
São pequenos.
Faz parte.
O crescimento acelerado e exponencial acontece quando descobres a tua receita.
No início é preciso testar ingredientes.

Começas com 500€.
Todas as semanas cresces 5%.
Primeiro mês faturas 638€.
Ao terceiro 1.039€.
No final do ano 6.000€.
Passado dois anos 72.000€.
Consegues ver a aceleração?

Quando resolves um problema que tu tens, 
O foco é encontrar mais pessoas com esse problema.
O foco é resolver esse problema.
Um dia de cada vez.
Sem perder de vista que existe espaço para melhorar.

Escolhe um cliente.
Age como um consultor.
Aproxima-te.
Ouve.
Encontra os problemas que ele tem.
Essa informação vai-te ajudar a resolver problemas que existem.


Não estar disposto a vender.

Já tive vergonha.
Já tive desleixo.
Já encontrei dezenas de justificações para não vender.
Sempre que o fiz foi um erro.
Os clientes nunca vieram ter comigo.

Existe uma resistência natural, em algumas pessoas, em ir manualmente à procura de clientes.
Uma resistência em vender.
Comprovo todos os dias aqui na Mini-Nasa.
Uns vendem onde for preciso.
Às duas da manhã em Bali, na receção de um hotel.
Outros, com uma dor incrível, fechados num quarto sem nunca partilhar a solução.
Quem vende mais?

No início, vais passar muito tempo a vender.
Tu.
Não é ninguém.
És tu.
Não vais evitar contratando alguém.
Todos, em algum momento, temos que recrutar clientes manualmente.

Se não, só tem um fim.


Não estar disposto a lidar com a rejeição.

Um bebé quando nasce é frágil. 
É tudo imperfeito.
Tudo precisa de desenvolvimento.
Nunca conheci nenhum que nascesse preparado.
Pronto para a faculdade.

Por que é que partimos do princípio que um negócio é diferente?
Não é.
Começa frágil.
E sempre que achei um não, falhei.

Não estar pronto para vender.
Não está pronto para entregar.
Só está pronto para começar.
E tudo certo.
É igual para toda a gente.
Faz parte.
E, quando não acontece, é porque foi tarde.
Foi fruto da nossa incapacidade em lidar com a rejeição.

O Airbnb, quando começou, era frágil.
Eles andaram de porta em porta a vender.
De porta em porta a tirar fotos para melhorar as páginas.
Em que momento é que isto os tornou especiais?
Não tornou.
É o que é.
Fazer o necessário.
Ultrapassar a noção de rejeição.

É como um tenista.
Olhamos para o Roger Federer, 
Vemos um dos melhores jogadores de todos os tempos.
Mas ele ganhou 103 dos mais de 480 torneios que realizou.
Pouco mais de 20% de vitórias na carreira.

Um grande jogador está preparado para lidar com a rejeição.


Desleixo no acompanhamento individual.

Um negócio é feito de medidas extraordinárias.
É preciso ser extraordinário a atrair clientes.
Extraordinário a servir.
Extraordinário a deixar um cliente feliz.
Sempre que me esqueci de um destes critérios, falhei.

E ser extraordinário não é sobre dificuldade.
É sobre ser mais do que o ordinário.
O comum.
O normal, que é medíocre.
É uma oportunidade.
É a vantagem desleal que podemos usar.
Que grandes empresas não podem.
Uma aproximação ao cliente impossível de replicar em escala.

O produto.
O suporte.
A experiência do cliente.
Tem que ser incrível.
Aproxima-te.
Engaja com o teu cliente em demasia.
Abusa.
Recolhe todo o feedback que tu conseguires.

Nunca em nenhum momento o feedback vai ser tão valioso como o dos clientes iniciais.


Conclusão

Às vezes não tenho tempo.
Não tenho paciência.
Maturidade.
Às vezes não é a altura certa.
A informação aparece e eu não lhe dou importância.
Passa e eu deixo passar.

Algumas voltam mais tarde.
Aparecem numa circunstância diferente.
Eu leio.
Dedico tempo e intencionalidade, e liga-se uma luz.
Aparece uma resposta que procurava há anos.
Uma resposta que me custou muitos erros.

Eu pergunto-me,
O que teria poupado se desse o devido valor inicialmente?
Quantas respostas eu deixei escapar?

Escondido na experiência de outros estão as nossas respostas.
Muito dificilmente os nossos problemas vão ser únicos.
Esta newsletter é sobre isso.
A minha procura sobre a informação que, no passado, deixei fugir.

Um abraço, Luís Diogo 🫡

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