Trabalhar Sozinho, Faturar 1 Milhão € Com Design

Trabalhar Sozinho, Faturar 1 Milhão € Com Design

Uma agência de design com modelo único, 1 milhão e meio de faturação e 95% de margem.

Luís Diogo

7 min leitura

.

20 de out. de 2023

.

Agência Design

Se algo me chama a atenção.
Eu foco. Desligo.
Vejo como um hobby.
Faço porque gosto.
Faço porque não controlo.

Sobre negócios ou pessoas.
Só as mais interessantes.
Mais intrigantes.
As que fogem do meu entendimento.

Aprendo sempre.
Na trajetória de alguém está escondida oportunidade.
A mim ajuda-me.
Acredito que também te possa ajudar.
É essa a minha expectativa.

Trabalhar Sozinho, Faturar 1 Milhão € Com Design

Certo dá comichão.
Foi essa a faísca.
Só que não é 1 Milhão.
São 1,5 Milhões de faturação por ano.
Apenas 1 pessoa a trabalhar.
Sem contratos.
Sem subcontratos.
Sozinho!

Brett.
Tem uma agência de design.
Chama-se Design Joy
E sozinho tem 20 a 25 clientes ativos.

Mesmo para quem não tem agência.
+ 95% de margem.
+ 1 Milhão por ano.
É surreal.

“Isso só nos Estados Unidos…“
Não acredites nisso.
Adapta.
É igualmente fora da curva.
Conheces alguém em Portugal que fatura metade?
Sozinho?
Com esta margem?

Eu não conheço.
Então fui entender.
Deixo aqui a minha perspetiva.
5 princípios.

#1 - Questiona o que o teu mercado faz.

As mesmas ações não geram resultados diferentes.
Resultados únicos.
Exigem modelos únicos.
É preciso ajustar.

Ele ajustou.
Calçou os sapatos de cliente.
E procurou as dores.
A lentidão e rigidez de uma agência.
A falta de fidelidade de um freelancer.
O risco e custo de uma contratação.

Aterrou nos serviços produtizados.
Conceito base do meu método. (Aliás, foi assim que cheguei até ele)
Pegou numa skill.
Criou pacotes.
Vendeu.
Ficou bom.
Ficou rápido.
E com isso escalou.

Deixou o romanticismo.
Criou uma fábrica de design.
Só que boa.
Muito boa.
Basta entrar no site para ver o trabalho.

Mas não foi só na estratégia.
Ajustou a abordagem.
Em vez do Instagram.
Lançou-se no Product Hunt.
Um repositório de aplicações.
Em vez de anúncios.
Usou o Twitter.
Partilhou publicamente a sua jornada.
Usou o YCombinator.
Para criar o criar rede qualificada e relações.

Com isto conseguiu posicionamento.
Clientes.
Alinhados com uma visão comum.
Aterram no site.
Ativaram a subscrição mensal.
E ele começa a trabalhar.
Os pagamentos ficam automáticos.
As faturas também.
Ele só se foca em entregar o trabalho.

Isto é marcar uma posição.
Fazer diferente.
Intencionalmente.

#2 - Qualificação Ou Volume? Escolhe

Escondido no sucesso está sempre trabalho.
Intencionalidade.
Ele é um exemplo do efeito exponencial.
O efeito de manter a ação muito tempo.

3 anos para chegar aos 10 mil por mês.
2 meses para os 20k.
11 meses para os 60k.
9 para chegar aos 100k de faturação.
Todos os meses.
Uma única seta.
100% da energia num sentido.

Nesta trajetória, existe um momento de aceleração.
Uma decisão chave.
Ele respondeu à pergunta,
Quero qualificação? Ou Quero Volume?”

Quando o conheci ele cobrava 2,500€ por mês.
Hoje cobra 5,000€.
A mesma entrega.
Um cliente completamente diferente.

A diferença entre as duas fases é gigante.
Nos 2,500€ ele,
Trabalhava 13 horas por dia.
Tinha entre 30 a 40 clientes ativos.
Que estavam sempre em cima do serviço.
Multiplicavam pedidos.
Tinham e demonstravam demasiada necessidade.
Depositando nele essa pressão.

Aumentou os preços.
Reduziu os clientes.
Reduziu a carga de trabalho.
Mudou o posicionamento.

Chegou a clientes na área da tecnologia.
Com budget.
Que lhe entregam confiança.
Que valorizam um bom design.
Que não estão preocupados com o custo.
Com menos necessidade.
Ao ponto, de alguns fazerem 1 pedido por mês.

Deixou de ser uma necessidade,
Passou a ser uma opção.
Tudo mudou, porque mudou o preço.
Selecionou a qualificação.

Não se aplica a todos os casos.
Mas quando vendes qualidade.
Quando és, e queres ser, apenas 1.
É a única forma de escalar.
Usar a demanda que tens para subir preços.
E mudar o posicionamento dos clientes.

#3 - Um serviço escalável tem princípios

Este serviço escalou.
Porque ele decidiu.
Conseguir escalar é sobre princípios.
É desenhar para conseguir.
É sobre o que dizer não.
É sobre limitações.

Acho que o desejo,
De que não querer gerir pessoas,
Criou a necessidade.
Teve que tomar decisões.
Assumir posições.

Não tens direito a reuniões!
Não tens acesso a chat em tempo real!
Aqui, a comunicação é assíncrona.
Sem exceções.
Clareza que comunicação é difícil de escalar.
Ou entrega o trabalho.
Ou responde a clientes.

O segredo está na regra.
Está na procura de uma solução que minimize os danos.
Ele usa o Trello.
Tem contexto.
Tem limitações.
E tem clientes com quem nunca fez uma reunião.

Um único método automático de pagamento.
Podes pausar a subscrição quando quiseres!
Subscreves.
Fazes os teus pedidos.
Recebes em 48 horas.
Quando não precisas.
Desligas.
E reativas quando quiseres.
Ou não, deixas ligado.
Que é a maioria dos clientes.

Isto não só é um princípio, como um elemento desleal.
Abre a porta a múltiplas realidades.
Quem precisa de muito trabalho.
Quem precisa de algum.
E quem precisa pontualmente.
Desleal.

Ele não se justifica.
Ele assume.
E comunica de forma clara na página.
Um negócio é um acordo.
E aqui são claras quais as condições.
O cliente aceita.
Ele elimina 90% das dores de cabeça de uma agência.
Desenhar para escalar.

#4 - Assume, Entrega E Ajusta

Este é o meu princípio favorito.
Porque me questionou.
Ele não tem um método.
Ele tem apenas 2 passos no processo.
O pedido.
O resultado.

Design por suposição.
Não demora tempo a pedir contexto.
Não demora tempo em fases intermédias de aprovação.
Assume.
E entrega.
Os ajustes acontecem em cima da proposta.
“As pessoas não sabem o que querem.”

Diminuir o tempo até ao resultado.
Desde o pedido até à entrega,
48 horas!
Isto surpreende qualquer cliente.
Se o resultado for bom,
Afeta a perceção de valor.

Deixou-me a refletir,
O que posso supor?
Como posso diminuir o tempo até ao resultado?

#5 - Sê Simples e Inflexível

Nenhum negócio cresce sem sistemas.
Nenhum!
O dele não é diferente.

Limitar as condicionantes.
Para ganhar tempo.
Sem exceções.
São sistemas simples.
Que funcionam.

Cada cliente tem um board no Trello (App).
Com 3 categorias.
A lista de pedidos,
Onde todas os requisitos futuros são carregados.
Os pedidos ativos,
Que ele está a trabalhar.
Só pode ter 1 ao mesmo tempo.
E os pedidos aprovados,
Finalizados e aprovados pelo cliente.
Simples!

Até no onboarding a visão é similar.
Pagas.
Recebes um email com tudo explicado.
Entras no trello.
E tens uma categoria que te explica tudo.
Como fazes pedidos.
Onde os fazes.
E o que não podes fazer.
Simples!
Ao ponto de ninguém questionar.

“Posso-te adicionar ao WhatsApp?”
Não!
“Posso-te adicionar ao Slack?”
Não!
“Posso-te convidar para um Zoom?”
Não!
“ok, ok, …”

Nada funciona se não existir a inflexibilidade.
Somos nós que definimos as regras.
Somos nós que definimos os limites.
O cliente valoriza o resultado.
Valoriza resolver os seus problemas.
E o nosso trabalho é encontrar soluções.

O modelo não é para toda a gente

Durante a minha pesquisa,
O meu foco estava sempre no Downside.
“Qual é a moeda de troca?”
Existe sempre.

Não tira férias há 6 anos.
Podia.
Mas a verdade é que não tira.

Está exposto a um negócio dependente.
Está doente, não ganha.
Acontece alguma coisa, não ganha.
O negócio não tem valor.
É diretamente ligado a ele.
É uma vaca-leiteira (Muito leite 😂) que no dia que ele deixar de trabalhar, deixa de dar.

Não consegue dedicar muito tempo a uma tarefa.
O prazer de levar um projeto em profundidade.
Está sempre a saltar.
Sempre a mudar de foco.
É uma máquina.
Uma fábrica de design.

Pressão em entregar resultado.
É constante.
Todos os dias acordas e tens que entregar.
Não é opção.

Não significa que seja errado.
Significa que é uma escolha.
E não dá para qualquer pessoa.
É fácil olhar para o lado positivo deste modelo.
Todos os investimentos, inclusive, os bons, têm Downsides.

Conclusão

Porque é que ele não contrata pessoas?
É a pergunta!
Tem margem, podia.
Tem demanda, podia.

A resposta dele é,
“Podia trabalhar 5 anos que ganhava mais do que com uma equipa 15 a 20 anos...”
É pertinente.
E, muito provavelmente, verdade.

A minha resposta,
“Exigia um tipo muito diferente de capacidades.”
E ele não quer gerir.
Não gosta.
E não se revê a fazer.

A parte mais impactante, para mim, foi a consciência.
O alinhamento com aquilo que ele valoriza.
O alinhamento com aquilo que ele tem capacidade para entregar.
É bom, então cobra por isso.
É rápido, construiu um super modelo para os clientes.
E no fim do dia está sozinho porque não sabe resolver de outra forma.
Repetiu.
Repetiu.
E alcançou o sucesso.

Admiro coerência porque ela envolve o “Não”!
Muitas mais vezes do que o “Sim”.

Abraço, Luís Diogo 🫡

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